Eleições Concelhias 2020 - Unir é vencer

Unir é vencer

Apresento a minha intenção de me candidatar a presidente da Comissão Política Concelhia da Nazaré sob o lema “Unir é Vencer”. Unidos estamos sempre mais perto de vencer. António Guterres chegou a afirmar que “já todos estivemos uns contra aos outros”, o que não significa que não nos possamos unir, dado que o que nos separa é muito mais ténue daquilo que nos une.

A regra basilar é continuar os planos traçados pelos meus dois antecessores: Walter Chicharro e Salvador Formiga, que uniram o nosso partido levando-o à conquista daquilo que sempre foi nosso e que por circunstâncias estranhas andou por outras mãos.

Da minha parte, estou neste projeto político porque sinto a necessidade de continuar o trabalho iniciado há uns anos a esta parte. Continuar esse trabalho sem complexos, propondo uma ação política centrada no debate de ideias e de soluções num ambiente plural e fraterno, capaz de dizer não à resignação, não ao conformismo e em particular não à subserviência, que pode conduzir à destruição da participação cívica e partidária dos militantes.

(Mário Soares defendia em 2004 que “os partidos têm vindo, gradualmente, a substituir a discussão das ideias pela discussão dos interesses, das carreiras, da imagem e do fulanismo”.)

Vivemos um momento económico e social de extrema complexidade que aconselha a que adotemos uma postura responsável perante as dificuldades que passam ainda milhares de concidadãos nossos. Como socialistas, esta situação merece da nossa parte a maior atenção. Incumbe-nos o dever de procurar formular soluções para estas questões incontornáveis.

O nível de vida está a melhorar a cada dia que passa mas ainda está longe do que seria o ideal.

Carlos Fuentes dizia que “o passado está vivo na memória e que o futuro está presente no desejo”. Na verdade, ainda são várias as preocupações com que se deparam os nazarenos. Os nossos jovens quadros procuram outros rumos, desertam para concelhos limítrofes, na tentativa de procurar aquilo que o nosso concelho ainda não pode oferecer.

Enquanto munícipes muito nos preocupa o presente, mas muito mais nos inquieta o futuro e, por inerência, a herança que deixamos às gerações vindouras. Espera-nos uma imensidão de dívidas que em tempos serviu para financiar os abusos de uma geração instalada que se serviu do poder: espera-nos o oportunismo que grassa em muitos locais; esperam-nos as nossas empresas que tendem a desbaratar a gestão e a mão-de-obra qualificada; espera-nos a generalização da precariedade. A verdade, é que estamos a pagar caro os erros das erráticas políticas foram implementadas e que se torna imperioso resolver para bem do futuro.

Os jovens ainda estão descontentes com a política. Não se vislumbra saídas profissionais. Os nazarenos acreditam e sabem que existem outras soluções e que só juntos podemos vencer.

Cabe-nos ajudar o executivo a encontrar respostas a estas e outras questões. Mas para tal, é preciso afirmar posições, pois, se não se propalam as causas, se não se divulgam os valores, os sons perdem-se no burburinho das maledicências diárias sem chegar ao âmago da população. Todas as vozes se confundem e não faltará quem diga, citando Fernando Henriques Cardoso, “que todos, executivo e oposição, são farinhas do mesmo saco”. Espera-se dos políticos outra coisa que não a busca de vantagens pessoais, de clientelismo e de corrupção.

É para servir o colectivo, que aqui me apresento, na firme disposição de desenvolver um trabalho firme, sistemático, e sempre construtivo, na tentativa de evoluir-nos para patamares superiores.

Cabe ao nosso partido, apontar os erros cometidos pelo executivo e fazer com que os nazarenos sintam que estamos a seu lado, no caminho do desenvolvimento. Temos que tudo fazer para continuar a manter a confiança dos nazarenos. Para tal, é necessário abandonar tenebrosos egoísmos dado que a tarefa é hercúlea para uma pessoa só.

Tenho a certeza de que o PS da Nazaré é um instrumento indispensável para o aprofundamento da nossa democracia na procura de soluções para um concelho mais justo, solidário, fraterno e com futuro. Creio ser possível reconquistar a credibilidade da classe política perante uma população descrente com a ação de muitos dos agentes políticos. Convido-os a todos a não descurar a causa. Hoje continuamos a ter uma palavra a dizer. A resignação não pode fazer parte do nosso ideário.

Como alguém disse “cada um tem de pedalar a sua bicicleta”. Mas podemos pedalar a nossa bicicleta e andar em pelotão.

Acredito que é possível fazer algo mais. Sonho, por isso, por um futuro melhor!
Podemos não ser amigos, mas não temos de ser obrigatoriamente inimigos.

Juntos continuamos a vencer.

Manuel António Sequeira
Nazaré, 10 de janeiro de 2020
 

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