Máscaras ou não, eis a questão.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pela voz do seu dirigente máximo, Michael Ryan, desaconselha o recurso ao uso de máscara à população em geral como forma de proteção.
Esta medida só pode entendida como uma regra economicista. O receio é que aquele material venha a escassear nos serviços hospitalares, por força do açabarcamento próprio da histeria do momento. Se essa fosse a explicação para o exterior toda a gente entenderia e uma vez que optou por ficar em casa tratava de idealizar material caseiro para se proteger.
Ora, a OMS e a respetiva sucursal portuguesa, a Direção Geral de Saúde (DGS) adotam comportamentos divergentes e pouco compatíveis com a regra máxima da proteção. Preferem o afastamento social de dois metros e repetidas lavagens de mãos ao recurso às máscaras.
O que a OMS sabe é que o afastamento social é útil mas não é totalmente eficaz na luta contra a COVID-19. Segundo um estudo de estimativas de alcance, um espirro pode projetar gotículas a oito metros de distância e a tosse pode atingir seis metros. Ora como é fácil de ver não há afastamento social que nos valha.
Neste momento já se percebeu que o caminho é mesmo por aí. A própria OMS e a DGS já abriram o uso das máscaras a outros profissionais, embora saibamos que como sustenta a Dra. Graça Freitas, diretora geral da DGS “nenhuma medida isolada no combate à COVID-19 é milagrosa”. Então vamos juntá-las todas: Usar máscara, afastamento social, lavar várias vezes mãos e ficar em casa.

Manuel António Sequeira 

Nazaré, 5 de abril de 2020

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