1º de Maio – Dia de quem trabalha

O congresso realizado em Paris em 1889, foi o conclave donde saiu o Dia Mundial do Trabalho em homenagem à luta de milhares de trabalhadores dos Estados Unidos da América. Estes trabalhadores tinham sido sujeitos a violenta repressão policial durante a realização, de uma greve geral no centro industrial de Chicago - que ocorreu três anos antes -, por melhores condições de trabalho e na luta pelas oito horas de trabalho diárias.

Em Portugal este feriado simbólico foi estabelecido em 1889, primeiro ano em que o país participou numa reunião operária internacional, estando suspenso durante a vigência do Estado Novo, e só restaurado com a revolução de Abril de 1974.
Reconhecendo as vitórias consagradas como direitos fundamentais na Constituição da República, tais como o acesso universal ao trabalho, o direito de greve, à livre contratação colectiva, contra a insegurança e a instabilidade, assim como as conquistas alcançadas, como a liberdade sindical, a institucionalização do salário mínimo nacional, a generalização do 13º mês, das pensões de reforma e dos subsídios de férias e de desemprego,
Assumindo os ideais, direitos e garantias preconizados no Dia Internacional do Trabalhador como o pleno emprego, assente na estabilidade, protecção e igualdade social, contra a precariedade e pela justiça social;
Portugal chegou a sofrer um profundo agravamento da taxa de desemprego, acompanhado da generalização de desregulamentações e precariedades no trabalho, correspondentes a uma redução de salários e perda de direitos individuais e colectivos.
A situação não está perfeita, nem sei que essa perfeição alguma vez se alcançará, mas o caminho vai nesse sentido, no sentido da dignidade profissional de todos e cada um dos trabalhadores. 

 

Manuel António Sequeira

Nazaré, 28 de abril de 2020

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