Comunicado - Auditoria às contas do Município da Nazaré 2002-2013

O Secretariado da Comissão Política da Concelhia do Partido Socialista da Nazaré vem, por este meio, comunicar a militantes, simpatizantes e população em geral a conclusão da primeira auditoria contabilística às contas do município de Nazaré, no qual se expressam inconformidades relativas à gestão, que corresponde ao período de 2002 a 2013.
Estas inconformidades, para além de atestarem total irresponsabilidade política por quem geria os destinos deste município, à época, certificam irregularidades que este Secretariado considera Muito Graves, como são caso de pagamentos de cerca de 2 milhões de euros de despesa não autorizada, nem sequer registada ou cabimentada.
Esta é a primeira de algumas auditorias que este projeto autárquico se propôs apresentar às populações.
Contrariamente ao que, ainda na última Reunião de Câmara, foi proferido por um vereador representante do PPD/PSD, não é só este projeto autárquico que pretende aferir o que se passou no passado. Essa é uma exigência popular, que, curiosamente, quase todas as forças políticas reforçaram durante a campanha eleitoral. O PS foi o primeiro a declarar que seriam aferidas responsabilidades pelas más práticas transatas, não por represália, mas porque era e é essa a vontade das populações e é um dever cívico cumprir esse desígnio de apurar a verdade.
Lamentável, é os vereadores António Trindade (GCICN) e Belmiro da Fonte (PPD/PSD) terem abandonado a sala, no momento da votação, optando por não votar o envio deste documento financeiro para as entidades fiscalizadoras das finanças públicas, quando no dia 28 de setembro esgrimiram argumentos sobre a temática durante 44 minutos!
Consideramos, totalmente, irresponsável esta posição, uma vez que não lhes incumbia proferir sentenças, como acabou por suceder na sessão de setembro, onde foram os técnicos do município o alvo das críticas, tendo como base a ilibação dos responsáveis políticos, uma vez que, alegadamente, desconheciam tais irregularidades.
Tal poderia ser dito por qualquer cidadão deste município, mas não aceitamos que tal seja proferido por quem participou ativamente nos destinos deste concelho e que tantas vezes foi alertado por esta força política da situação agora espelhada.
Pode António Trindade proferir que “(…) muitos dos erros que foram cometidos pelos serviços de contabilidade eram completamente alheios ao órgão executivo”? Poder pode, apesar de saber que tal não é verdade.
Pode o mesmo vereador falar em defesa de toda a vereação de anos transatos, como desconhecedores de tais desconformidades? Poder pode, mas sabe que não é verdade. Se tal fosse verdade não teria, na mesma discussão, afirmado que “(…) o que detetámos (em 2006) foi o que aqui está”. Então em que ficamos? Sabia ou não sabia? Então se sabia em 2006, porque aceitou coadjuvar alguém que hoje reconhece ser responsável pela trágica situação que o concelho hoje atravessa?
A solidariedade que tanto António Trindade como Belmiro da Fonte defenderam em prole do anterior executivo deveria ser focalizada nas necessidades dos munícipes, como aliás defende o atual Presidente de Câmara.
O silêncio do passado tem hoje um preço bem pesado para todos os munícipes do concelho de Nazaré. Cortaram metade da iluminação pública; desbarataram as contas públicas; não pagaram a quem deviam, mas só a quem queriam; pretendiam privatizar a gestão da água e do saneamento; privatizaram e não pagaram a recolha de resíduos; foram obrigados a aumentar taxas e impostos municipais para valores recorde; tudo com base na solidariedade.
O pior dos requisitos para quem decide os destinos públicos é não ser responsável pelos seus atos. Para o bem ou para o mal, tal nunca sucederá com o PS.
Hoje a população do concelho vai sabendo, pouco a pouco, o que sucedeu de mal neste concelho, porque a verdade tarda, mas não falha.
A esta força política foi delegada uma pesada herança, a mesma que nos impede de reduzir impostos; a que nos impede de reduzir taxas; a que nos impede de focalizar todas as receitas em investimento; a que nos impede de pagar a todos os credores deste município a colossal dívida, e com juros; a herança que os eleitos do passado pretendem ver apagada, como se nada tivesse sucedido.
O passado já passou, mas ensina-nos a História que para evitar cometer erros sucessivos temos de analisar o passado, decidir bem no presente para projetar o futuro.
As populações do concelho de Nazaré podem confiar nesta força política. Já não é só a competência, o rigor e o critério, que caracterizam este projeto. A estes requisitos já se soma a experiência governativa.
O município de Nazaré HOJE paga a quem deve e executa obra, resultado de muito trabalho e sacrifício de todos quantos incorporam este projeto.
A concretização da ALE de Valado dos Frades é o símbolo deste projeto autárquico: é para Fazer, é para Pagar, e é para TODOS!

O Secretariado da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Nazaré 

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